MAIS DE 500 ESTRANGEIROS DETIDOS NA ÁFRICA DO SUL SOB DENÚNCIAS DE MAUS-TRATOS, ENQUANTO DIREITOS HUMANOS PERMANECE EM SILÊNCIO
situação dos mais de 500 estrangeiros atualmente detidos em centros de retenção na África do Sul continua a gerar indignação. Os detidos, a maioria proveniente de países vizinhos e que entrou no território de forma irregular, relatam condições desumanas, celas superlotadas e episódios de maus-tratos.
Apesar da gravidade das denúncias, diversas comunidades migrantes afirmam que as instituições de defesa dos direitos humanos têm-se mostrado ausentes ou pouco atuantes na resposta à crise. Familiares e ativistas dizem sentir-se abandonados, alegando que, até ao momento, nenhum organismo apresentou uma intervenção firme nem exigiu esclarecimentos públicos sobre a situação.
Segundo fontes locais, muitos detidos passam dias sem alimentação adequada, sem acesso a cuidados médicos e com pouca ou nenhuma assistência jurídica. O silêncio das entidades que deveriam monitorar e denunciar abusos agrava ainda mais o clima de tristeza e revolta entre as famílias dos estrangeiros presos.
Enquanto isso, cresce a pressão informal dentro das próprias comunidades para que o governo sul-africano reveja os métodos aplicados nos centros de retenção e permita auditorias independentes. Contudo, até agora, nada indica uma mudança imediata.

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